“Não há estudos que comprovem” que jogo na Internet é mais viciante que o tradicional

Ainda não há estudos para avaliar conclusivamente se o jogo na Internet é mais ou menos viciante que as formas de jogo tradicional, disse à Lusa Luís Rebordão, do Observatório do Jogo Remoto (OJR).
 .
“Não há estudos conclusivos que comprovem que o jogo ‘online’ é mais ou menos aditivo que o jogo ‘offline'”, afirmou Rebordão, consultor das associações profissionais do setor do jogo. “Ninguém pode afirmar neste momento que os jogos desenvolvidos na Internet sejam mais perigosos.” Está neste momento em curso o trabalho de uma comissão interministerial que estuda a regulamentação do jogo ‘online’, e deverá apresentar propostas de legislação para o setor até ao final deste mês.
 .
O OJR não foi ainda contactado pela comissão no âmbito dos seus trabalhos. No âmbito de um processo de consulta lançado pela Comissão Europeia, o observatório expôs as suas opiniões sobre os mecanismos necessários para minimizar os riscos do jogo compulsivo associado ao jogo ‘online’. Para além das medidas sugeridas pela própria Comissão, como a imposição de limites de idade ou a proibição do recurso ao crédito, o OJR propôs a realização de estudos sobre os comportamentos e hábitos dos jogadores, “campanhas maciças de educação” sobre o jogo e a “criação de redes de assistência para jogadores compulsivos”. Citando o “Livro Verde sobre o Jogo Online” da Comissão Europeia, Luís Rebordão disse à Lusa que “ao contrário do que se diz, os jogos que mais riscos comportam para o consumidor são as ‘slot machines’ dos casinos e as ‘raspadinhas’ [da lotaria instantânea]”.
 .
Também no âmbito do Livro Verde da Comissão Europeia, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (que atualmente tem o monopólio dos jogos de azar em Portugal) cita dados de um grupo de trabalho ministerial constituído no final de 2010, ainda no tempo do Governo de José Sócrates. Este grupo estimou em 600 milhões de euros o volume do mercado de apostas desportivas não licenciadas em Portugal.
.

Fonte: I online

                                                                                                                         

OBSERVATÓRIO

.

.

JOGO EXCESSIVO

Em boa hora enviámos para a Comissão Europeia o entendimento  que norteia o nosso trabalho desde 2004

  Entendemos que  devem  ser elaborados  estudos em  prestigiadas  universidades, em  cooperação com operadores e reguladores, recorrendo às bases de registos dos jogos na internet para estudar com precisão os comportamentos e os hábitos dos jogadores. Os resultados destes estudos podem proporcionar uma base empírica à  comunidade científica  internacional na área  da investigação em comportamentos de dependência 

Entendemos que devem ser lançadas campanhas maciças de educação, através de diversos canais de comunicação, com o objectivo de chegar efectivamente a toda a população, de maneira que esta possa perceber que existe uma verdadeira politica europeia em relação ao jogo e que as condições para um exercício responsável da actividade estão dadas   

A criação de observatórios do jogo que alertem e informem os consumidores sobre as práticas de cada operador poderá ser um incentivo para a implementação de boas práticas nos seus sítios de jogo online. A diferenciação positiva, em relação a uma concorrência pouco ética, poderá traduzir-se num capital de confiança junto dos jogadores.   

Criação de redes de assistência para jogadores compulsivos, começando pelos centros que já estão a trabalhar no tratamento das ludopatias. Esses centros deverão funcionar sobre uma plataforma tecnológica adequada que permita o intercâmbio de experiências, a actualização de conhecimentos e a colaboração mútua.

Comissão Europeia

Parlamento Europeu

 Parlamento Europeu

DESDE 2004
EDUCAÇÃO/PREVENÇÃO
O programa Jogo Responsável deverá contribuir para assegurar a protecção dos indivíduos, e da sociedade em geral, das consequências negativas do jogo e apostas a dinheiro e simultaneamente proteger o direito de quem pretende jogar.

.

responsiblegambling.eu

 

 The Remote Gambling Observatory aggregates transparent and credible information on the licensed operators in the various jurisdictions of the European Union, monitoring their policies for responsible gambling by internationally recognized and scientifically validated standards.
Through the indicators  and dimensions of analysis that make up those standards, the Observatory allows an, independent and accurate, assessment of the operators, with regard to its security policies and consumer protectionin several domains.
On the way to a european gambling market regulation, the transparency and accuracy of responsible gambling data disclosed to the public, represents a clear contribution of licensed operators for a reliable gambling environment, reinforcing the consumers trust on the safety of their bets and the knowledge of a sector committed to quality products and with respect for their customers.
.

 O Observatório do Jogo Remoto agrega informação, transparente e credível, sobre os operadores licenciados nas diversas jurisdições da União Europeia, monitorizando as suas políticas de jogo responsável através de requisitos reconhecidos internacionalmente e validados cientificamente.

Através das dimensões de análise e indicadores que compõem aqueles requisitos, o Observatório permite efectuar uma avaliação, independente e rigorosa dos operadores, no que respeita às suas políticas de segurança e protecção dos consumidores nas mais variadas vertentes.

Num caminho para uma regulação europeia do mercado do jogo, a transparência e o rigor da informação prestada ao público no que concerne ao jogo responsável, representa um claro contributo dos operadores licenciados para um ambiente de jogo credível, reforçando a confiança dos consumidores na segurança das suas apostas e no conhecimento de um sector comprometido com a qualidade dos seus produtos e com o respeito pelos seus clientes.

 All rights reserved | Todos os direitos reservados | responsiblegambling.eu

Related Posts

Leave A Response